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Não tendo muitas ilusões sobre a história, muito menos sobre o
meu papel nessa história, sou profundamente ambicioso e
perfeccionista. Sempre tive um sentido aguçado da relatividade das
coisas. Nunca me atribuo excessiva importância, bem pelo contrário
gosto muito mais de o fazer a quem me dá o que vocês (meus colegas)
me deram. Afinal, vocês deram-me um papel que é vosso por direito,
eu, somente sou o intérprete neste momento. Essa responsabilidade dá-me
um profundo orgulho. Aprendi a conhecer cada um de vós, a lidar
convosco com um sentido aberto descomprometido tudo em nome de um
valor superior, o da amizade! Participar nos momentos memoráveis que
este curso atravessa, dá-me uma realização nunca antes alcançada, e
foram vocês (meus colegas) que me proporcionaram isso. Este tipo de
ponderação obriga-me a ter uma consciência aguda e critica das
minhas reais proporções, que são muito modestas e em constante
dinâmica. Neste sentido, durante este tempo que vocês fizeram o
favor de me deixar representar-vos no Curso de Arquitectura da
Universidade da Beira Interior, conduzem-me a um curto balanço do
que já foi feito; o núcleo, o curso, o corpo docente e as mais
diversas actividades, são hoje uma boa forma de todos nós sem
excepção, sentirmos o natural orgulho do que foi recentrar este
curso no panorama interno desta universidade. É verdade! Arrumamos
um pouco a casa, mas muito há para fazer, isso será sempre o nosso
discurso de futuros arquitectos. Somos insatisfeitos por natureza,
procuramos sempre um mundo melhor e mais justo! Podemos no entanto
já hoje, alargar os nossos horizontes, e sem deixar o plano interno,
partir rapidamente para o plano externo. O que não julgo ser muito
difícil, começar por marcar pontos a nível nacional será uma
prioridade, sinal disso é a nossa revista, este numero 1, não é mais
do que o nosso “grito” para as outras Faculdades onde se ensina a
arquitectura, dizendo-lhes que nós também existimos e praticamos a
autocrítica, embora não nos intitulando de os melhores! Mas que
queremos com toda a certeza, estar entre eles!
Em Setembro próximo daremos conta disso, por agora faremos o
segundo ciclo de conferências deste ano lectivo, marcando a dinâmica
que este curso impõe no panorama do ensino superior da arquitectura.
Daí o empenho a fundo desta direcção em aumentar o prestígio da UBI
no ensino superior em Portugal. Procuramos incessantemente criar
condições de base no domínio das infra-estruturas e pessoas para que
venham a encarar o futuro com alguma tranquilidade. Que mais posso
desejar? Senão conservar este gosto especial de viver entre vós,
esta empatia de vos abraçar e desejar-vos as maiores felicidades
para o que cada um tem como objectivos pessoais. Daí em jeito de
agradecimento a todos digo-vos:
Agradeço-vos tudo o que deram até agora! Não tenho nenhuma
razão para me queixar, bem pelo contrário. Vocês deram-me muito mais
do que algum dia vos terei dado, devo-vos muito! Não tenho contas a
ajustar com ninguém! Cometo, decerto, erros por acção e omissão,
faltas, mas sempre com uma recta intenção de ser justo! É essa a
minha maneira de estar na vida. Agora resta-me manter e acrescentar
o espírito criado e se me deixarem e enquanto quiserem «interpretar»
o papel que também é meu! O de Presidente do NAUBI.
Um bem haja a todos!
O PRESIDENTE DO NAUBI
JOÃO REY
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